Muse: The Resistance.

Escutar Muse não é para qualquer um. Você tem que ter a mente aberta, o coração preparado e os ouvidos aguçados. São sonoridades diferentes, métricas diferentes, linguagens diferentes.  Remete a uma ópera rock, só que com mais vigor, mas ao mesmo tempo, mais doçura. Matt Bellamy consegue passar tudo o que se espera do Muse; rock, misturado com eletrônico, e com uma pitada de música clássica. Tudo se sobrepõe. E quando eu digo tudo, falo de sonoridades que se destacam, de uma guitarra épica, de um piano, de uma bateria que marca as músicas desse que tem tudo para ser o disco mais comentado do Muse.

Se até então as pessoas tinham por (mau)hábito comparar o Muse com o Radiohead, vai ter todos os motivos do mundo para comparar a banda com o Queen agora. Um bom exemplo disso é a canção “Unites States of Eurasia”, que tem todo o clima para nenhum fã mais xiita do Queen colocar defeito.

O disco fecha com uma grande sinfonia, chamada “Exogenesis”, que não por acaso é dividida em três atos (“Abertura”, “Polinização Cruzada” e “Redenção”).

E se você sequer pensou que uma obra tão bem acabada seria capaz de aparecer nos dias de hoje, em tempos de emos e coisas do gênero, prepare sua mente, seu coração e seus ouvidos para “The Resistance”.

theresistance

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