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O mangue invade São Paulo

Posted in 1 with tags , , , on 4 de fevereiro de 2010 by fullarsenal

O Itaú Cultural hospeda a partir desta quinta, 4, a Ocupação Chico Science, que abordará a trajetória do músico, contextualizando-a na realidade cultural e social de Recife, na última década do século XX.

Um dos principais objetivos do projeto organizado pelos núcleos de Música e de Comunicação do instituto foi o de focar no universo criativo no qual o cantor estava submetido, envolvendo das artes plásticas às referências musicais de Science. No ambiente, o grafite em uma das paredes, arte tão característica do universo urbano, aborda uma representação do mangue, junto às antenas comumente citadas na poética do cantor (conectando “as boas vibrações dos mangues com a rede mundial de circulação de conceitos pop”, como está escrito no manifesto Caranguejos com Cérebro). Os desenhos de chips no chão do local fazem alusão à tecnologia também sempre abordada por Science. Fotos pessoais, vestimentas, cadernos de anotações, óculos, cartazes de shows importantes na carreira de Chico Science e Nação Zumbi e credenciais de apresentações são alguns dos itens que integram a mostra, aproximando o público de materiais pessoais do cantor e dos momentos marcantes de sua vida.

Uma linha do tempo feita pelo produtor Paulo André, que, além de ser amigo de longa data da turma, acompanhou profissionalmente a banda, foi disposta em um espaço próximo ao da HQ (exposta em tamanho grande) feita pela dupla Dolores e Morales para o encarte do álbum Da Lama ao Caos (1994). O manifestoCaranguejos com Cérebro, escrito por Fred Zero Quatro, do Mundo Livre S/A, cujo trecho foi citado acima, foi também estampado em uma das paredes.
Entre os itens que deram bastante trabalho para serem instalados está uma réplica do Landau de Science, que abre a Ocupação. Segundo Ana de Fátima Sousa, gerente de Comunicação do Instituto, a exibição do carro é fundamental, pois mostra a composição estética do cantor. “Ele criava um personagem não só pro palco, mas também para andar no meio da rua”, explica, em entrevista ao site da Rolling Stone Brasil. No porta-malas do veículo foi colocada uma televisão que exibe clipes, documentários e trechos de shows do grupo, tudo em um ambiente que simula a Soparia, de Roger de Renor (agitador cultural de Pernambuco), que era um dos points da turma de Science. No mesmo local, será possível ouvir uma mixagem feita pelo DJ Dolores, que retoma as principais influências musicais de Chico e dos outros “mangueboys” durante a época.

Para a realização da exposição, que é a primeira deles com a temática musical, o Itaú Cultural contou com intensa colaboração dos familiares e amigos mais próximos do cantor, entre eles, Goretti França (sua irmã), Jorge du Peixe, Helder Aragão (Dolores), Hilton Lacerda (Morales) e o produtor Paulo André. Louise Tainá, a filha de Science, hoje com 18 anos, também auxiliou na escolha dos objetos que estão sendo exibidos na mostra. “Os organizadores conseguiram agregar várias pessoas que conviveram com a cena musical e que conviviam com Chico. Pessoas de outros campos da arte que influenciaram e que foram influenciadas”, diz Goretti. “Acho que isso é a beleza máxima da Ocupação.”

Ocupação Chico Science
De 4 de fevereiro a 4 de abril (de terça a sexta, das 10h às 21h; Sábs., doms. e feriados, das 10h às 19h)
Itaú Cultural (Avenida Paulista, 149)
Entrada franca

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Strokes e boa notícia para os músicos

Posted in 1 with tags , , , , on 17 de novembro de 2009 by fullarsenal

Strokes número um

“Is This It”, álbum lançado em 2001 e que marcou a estreia do Strokes, foi eleito o melhor disco da década pelo semanário especializado em música NME.

Para estabelecer um ranking dos 50 discos mais significativos da década, a revista ouviu músicos, produtores, compositores e presidentes de gravadoras.

O também disco de estreia do Libertines, “Up The Bracket”, lançado em 2002, aparece em segundo lugar na lista, seguido por “Xtrmntr”, do Primal Scream. Em quarto lugar ficou o primeiro disco do Arctic Monkeys, “‘Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not”, lançado em 2006.

 

 

Boa notícia para os músicos

O deputado Carlos Giannazi, Coordenador da Frente Parlamentar em Defesa dos Músicos e Compositores do Estado de São Paulo, anunciou nesta semana a decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região que proíbe a Ordem dos Músicos do Brasil (OMB) de fiscalizar os músicos bem como exigir a inscrição na entidade.

O Acórdão garante aos músicos do estado de São Paulo o direito de exercício da profissão, sem necessidade de prova, inscrição na OMB e sujeição ao regime disciplinar específico. O Acórdão destaca, entre outros pontos, que “a Lei nº 3.857/60 não exige o registro na OMB de todo e qualquer músico para o exercício da profissão, mas apenas dos que estão sujeitos à formação acadêmica sob controle e fiscalização do Ministério da Educação”.

“De agora em diante os músicos do estado de São Paulo não podem mais ser fiscalizados pela OMB e nem tampouco ter a obrigatoriedade da inscrição na mesma”, disse Giannazi em seu pronunciamento na Assembléia Legislativa de São Paulo.

Giannazi fez também uma representação no Ministério Público Federal pedindo a suspensão de vários artigos da Lei 3857/60 – que criou a Ordem dos Músicos do Brasil. Depois de julgada pelo Supremo, a ação pode passar a valer em todo o território nacional, desobrigando músicos da inscrição na entidade.

O Acórdão está disponível no site do Tribunal Regional Federal (www.trf3.jus.br). Para quem quiser consultar na íntegra, o número do processo é 2005.61.15.001047-2.